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ESQUADRÃO SUICIDA - CRÍTICA
Publicado por heitorspereira 1 ano atrás

Imagine um mundo onde os novos filmes da Warner não têm vez. Cujo seus habitantes são uma legião de críticos que trabalham arduamente para captar todos os erros e não exaltar as falhas.

Não precisou imaginar, né?

Mas será que os críticos estão realmente certos ou eles estão exigentes demais?

Desde o começo das filmagens, em abril de 2015, rumores e mais rumores cresceram em relação ao Esquadrão Suicida. Depois de seu anuncio, os fãs e quando digo “fãs” me refiro a minha pessoa também entraram em um verdadeiro clima de espera e ansiedade desacerbada. Afinal, qual ser humano aficionado pelas HQ’s e desenhos da Warner, não queria ver os vilões juntos e em ação?

O filme pode se dizer que é uma “sequência” de BvS (Batman Vs Superman - A Origem da Justiça), já que [SPOILER ALERT] parte do ponto da morte do Homem de Aço e tendo como consequências de tal fatalidade, um furor e assombro na sociedade, principalmente no governo americano, temendo novas ameaças mutantes. É nesse clima de medo que surge a iniciativa Vingadores OOPA... uma iniciativa sem nome e sem – aparente – aval do governo, tendo em vista combater forças não-humanas. Comandada por Amanda Waller (Viola Davis), tal iniciativa pretende selecionar os piores dos piores vilões da terra para salvar o dia. Isso mesmo que você leu; SALVAR O DIA!

Os felizardos para participar são Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Bumerangue (Jai Courtney), Diablo (Jay Hernandez), Slipknot (Adam Beach), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) e Magia (Cara Delevingne), que se unem a dois piões do governo, Rick Flag (Joel Kinnaman) e Katana (Karen Fukuhara). Formando assim o Esquadrão Suicida.

Bom, houve certo receio da parte dos produtores, já que BvS não foi tão bem recebido pelo público. Até mesmo novas cenas foram feitas para complementar a trama e outras foram cortadas. Digamos que existiu um processo de lapidação, que não deu muito certo, já que quando lapidamos, por exemplo, um diamante, o resultado final é digno de aplausos. O que claramente não aconteceu. Trazendo um filme visivelmente “lego” para as telonas.

Os primeiros trinta minutos é batata para perceber isso. Encaixando cenas em cenas, a apresentação dos personagens, que mais parecia uma apresentação de slides, ocorre de modo rápido e superficial. Cheio de cortes inesperados, feitos de forma desleixada, como se fosse obrigação do público saber a origem de cada vilão, e toda aquela exibição de personagens era só para ninguém vir reclamar depois. Sem falar que comeu boa parte do longa.

O filme na realidade, deveria se chamar ‘A Dupla Suicida’, já que o foco foi para Will Smith e Margot Robbie. Claro, são os atores mais conhecidos do filme, mas cá entre nós, faltou equilíbrio. Tanto que nem conseguimos ver o tão esperado Jared Leto atuar direito; o que se teve dele foi um Coringa tão superficial quanto a história do filme. E não galera! Quem disse que ele iria superar o Heath Ledger, nosso amado Coringa de Batman - O Cavaleiro das Trevas, está totalmente errado. Não se pode dar um veredito final sobre como Leto se saiu com sua pouca aparição no filme, mas dizer que ele seria melhor que Ledger, além de precipitado, é absurdo. Para não dizer que foi péssimo, a risada do Coringa conseguiu ser um tanto maneira.

Voltando a falar da dupla; Will Smith foi um bom Pistoleiro. Teve sua história analisada de perto. Do Esquadrão, foi o que mais recebeu atenção, ganhando cenas de ação, que particularmente foram muito boas.

Falando agora de Margot Robbie. Ah, Margot! O que falar dessa menina? Na minha humilde concepção o que salvou o filme foi aquele par de nádegas a incrível atuação dela. Ela soube entrar na personagem Arlequina numa maestria inigualável. Margot conseguiu trazer à tona toda a personalidade complexa e conturbada da rainha de Gotham, roubando a cena toda vez que aparecia. Divertida e engraçada, ela transmitiu todo estrago mental produzido pelo Coringa na trama, destacando assim que seu caso com o piadista não é uma história de amor, muito pelo contrário, é um relacionamento de pura violência da parte dele. Então nada de shipp com esses dois, galera! Não queiram estar na pele da, um dia psiquiatra, Harleen Quinzel.

Vale frisar que não deu para saber quem foi mais vilão; os vilões ou Amanda Waller. Viola Davis também soube desempenhar com grande sucesso seu papel, deixando Annalise Keating (sua personagem em How to Get Away with Murder) de queixo caído. Com seu olhar profundo e intenso, manteve a postura de madame Badass por todo filme. Mesmo na presença do Homem Morcego, que fez uma breve aparição, ela nem sequer pensou em abaixar a cabeça ou sair do salto

É bom ressaltar que outro membro da futura Liga da Justiça aparece. Vejam o filme e curtam como eu curti a sua aparição.

Além da atuação desses atores, o restante do bando foi desperdiçado. Não houve exploração na história de nenhum outro personagem. Katana surgiu como num passe de mágica e assim como Olivia Munn (Psylocke em X-men: Apocalypse) quase não falou. Sem contar no Crocodilo, que vamos combinar, se ele disse 15 palavras foram muito. Nem vou comentar sobre Slipknot que chega a ser palhaçada. Os motivos para tal descaso com personagens que poderiam ser de grande valia, eu não sei, a única coisa que eu sei é que o pior do filme ainda está por vir.

E o pior tem nome, Cara Delevingne. Desde Cidades de Papel essa menina já mostrou que é uma atriz mediana. Sem cor e sem vida, ela me lembrou as emoções estáticas da Bella na saga Crepúsculo. Sem falar nos efeitos especiais meia boa que em torno de Magia, a feiticeira que habita no corpo de June Moone. Delavingne não conseguiu se dar bem em nenhuma das duas personalidades (Magia e June). Fora isso, a própria história da bruxa foi um tanto ridícula. Seus princípios e porquês não foram bem relatados. Magia agia de forma vaga, sem motivo aparente que justificavam suas ações.

De toda essa confusão, o que salvou, em partes, foi a seleção das músicas no filme. Com participação de grandes ícones da música atual, como Skrillex, Wiz Khalifa, Twenty One Pilots, Imagine Dragons e outros, a escolha foi sim épica, entretanto bagunçada. Parecia que eu tinha aberto o Spotify e colocado em “Modo Aleatório”. Uma pena, por que as músicas são exageradamente, incríveis e se fossem colocadas no momento certo, deixaria o filme menos ruim.

Em suma, a Warner decepcionou mais uma vez. Usaram CGI demais, tudo tão escuro que mais parecia 300, sem falar que não houve muitas surpresas, já que tudo estava disponível nos trailers. Teve 3D? Se teve, eu não percebi. E mesmo liderando as bilheterias, Esquadrão Suicida foi um ótimo filme para o público que só quer se divertir, mas um fracasso para os fãs.

Como vovó sempre diz: A expectativa é proporcional a decepção.

Agora é a vez de Mulher Maravilha estar nas telonas. Será que ela vai conseguir arrancar a Warner dessa maré de maus filmes? Só 2017 poderá nos responder.

Considerações finais: REGULAR. Duas estrelinhas, e já está muito bom.

Ah, antes que eu me esqueça, não saiam das salas durante os créditos. Tem uma cena importante.

- Heitor Souza

heitorspereira

Não sou melhor do que ninguém, mas tento ser o melhor no que faço.

Comentado por Bona 9 mêss atrás
sinceramente, não me despertou interesse algum durante o filme, achei uma porcaria, os personagens até que ficaram legais e tal, mais de resto odiei, will smith como vilão ? até hj não me caiu a ficha, nada haver ele nesse personagem, e olha que é um ator foda, o coringa, que zuado parecia um adolescente, rebelde, mal criado kkkkkk vai demorar algumas décadas para superarem o Hith leader, acho que é assim que se escrevi rsrsrsrs.
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